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terça-feira, 3 de maio de 2011

Livros e pontes: Ler é Abraçar em Cuiabá - Teresópolis

Imagine um bairro isolado, cuja a única forma de chegar seja uma pinguela de madeira que liga a comunidade ao asfalto. Um bairro duramente atingido pelas chuvas, que teve força pra reerguer o local, mas ainda sofre com a falta de estrutura no acesso ao local. É nesse cenário que nós, o Instituto Ler é Abraçar, estamos inseridos.
Uma das escolas que adotamos foi a E.M. Alice Suassuna, que fica no bairro de Cuiabá. Nosso caminho é de lama, pinguelas e livros. Pontes afetivas num lugar carente de pontes reais.
Esse é o registro da precariedade do local. Hoje, dia 3 de maio. Quatro meses desde as chuvas de janeiro. Quem mora longe, não dimensiona o que se passa na região. Nem a câmera é capaz de captar.
Mas aqui está a tentativa... nas águas caudalosas, na destruição que surgem nas imagens, na fala dos moradores e na nossa presença no local. Essa mistura faz com que seja reforçado ainda mais em nós o lema do Instituto: A Arte é pra chegar.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ler é Abraçar e a Secretaria de Cultura de Teresópolis

A Kombi que leva cultura em Terê.
A convite do Secretário de Cultura de Teresópolis Ronaldo Fialho, o Instituto Ler é Abraçar subiu a serra para conhecer o projeto "Cultura nos Bairros". A Kombi do projeto leva teatro, histórias, dança, música e muita animação para lugares distantes do centro da cidade. Ontem a área atendida foi o bairro do Rosário, para crianças de 4 a 5 anos. A história foi "Chapeuzinho Amarelo", um clássico de Chico Buarque.
A Trupe da Cultura com o Ler é Abraçar
Mostrando total afinidade com o nosso lema "A Arte é pra chegar", a Trupe da Cultura e o Instituto Ler é Abraçar se aproximam para pensar em um mapa de ação para atendermos os bairros da cidade levando cultura para todos. Fortalecer Teresópolis é o nosso foco. E o Instituto Ler é Abraçar sobe a serra para agir juntos em prol da cidade.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O que vimos e sentimos: relato da nossa ida à Fazenda Alpina


"Desde o dia 18 de janeiro nós estamos subindo semanalmente para Teresópolis. Levamos livros, sonhos, sorrisos, tudo na bagagem. Vimos choros, desespero, dores. Nas primeiras semanas, tudo estava inflamado. Era fratura exposta. Pranto na tv. O tempo foi passando, a mídia foi embora. Os problemas ficaram. Já estamos em abril. Subir hoje é diferente. Tem um silêncio oco no ar. Os rastros de destruição e abandono estão por todos os cantos. Nós, do Instituto, focamos nas escolas destruídas pela chuva. Reconstruir as bibliotecas perdidas, poder contar histórias para as crianças que estão com as suas histórias de vida tão machucadas. Fornecer kits escolares, colaborar com o resgate das escolas da zona rural da cidade, longe do centro e longe da atenção de todo mundo. Esse é o nosso trabalho. Mas ainda temos impactos. Na tarde de ontem, ao chegarmos na região de Fazenda Alpina, foi impossível não se comover. Chovia muito, as ruas estavam vazias. A estrada barrenta, com pontes remendadas, dificultava o nosso acesso. Queríamos chegar na Escola Municipal Fazenda Alpina e na Escola Municipal Pedro Torres (Santa Rita). E chegamos. A única casa que ficou de pé foi a escola. Olhavamos em volta e não acreditávamos no que víamos. Casas destruídas, restos de vidas que ali estiveram: colchões, televisões,bonecas, roupas, fotos... misturados na lama. Um cheiro forte, ácido, que ardia o olho. Chegou um momento que o olho lacrimejava e já não sabíamos se era de emoção ou reação à destruição. Desci do carro com a máquina e quis registrar o que meu olho via. Está aí, nesse pequeno vídeo do youtube. Na porta da E.M. Fazenda Alpina, vimos os destroços de um bairro que hoje luta pra retomar sua vida. E nós, dos Instituto Ler é Abraçar, ficamos muito contentes por poder fazer parte dessa reconstrução e levar o que temos de melhor: misturar as nossas histórias com as histórias dos moradores de Teresópolis. Estamos fazendo valer o nosso lema, de que a Arte é pra chegar!"
Carolina Sanches - Diretora do Instituto Ler é Abraçar

A Gibiteca é um sucesso na E.M. Maria Mendes!

Que os livros foram super bem recebidos pelas crianças e professoras das escolas que adotamos, a gente já sabia. Mas uma ideia que surgiu junto com os alunos da E.M. Maria Mendes e vem fazendo um baita sucesso foi a construção de uma Gibiteca!
Recebemos uma doação bacana de gibis e as crianças se juntaram à equipe do Ler é Abraçar e iniciaram a 'biblioteca de gibis'. Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Mickey, Homem Aranha e todos os personagens de histórias em quadrinhos andam tomando a atenção da criançada do bairro da Providência. Quem quiser colaborar com a gibiteca, é só mandar email para lereabracar@gmail.com ! 

terça-feira, 29 de março de 2011

Mais ajuda chegando a Teresópolis!

Além do Instituto Ler é Abraçar, tem mais organizações apoiando a revitalização das escolas de Teresópolis: a Fundação Abrinq - Save The Children. Eles chegam à cidade para dar suporte material e criar espaços de atendimento. Que bom! Quando o assunto parecia ter caído no esquecimento, entra uma Instituição do porte da Abrinq para auxiliar nessa tarefa árdua. Nós ficamos felizes com a notícia e continuamos na nossa reconstrução das bibliotecas das escolas rurais atingidas pelas chuvas. Que venha mais ajuda! Teresópolis precisa!

terça-feira, 22 de março de 2011

O que eles tanto olham?

120 crianças de 6 a 11 anos em uma sala. Olhos fixos. Silêncio absoluto. O foco é a tela. Levamos cinema para a escola! A coordenadora comentou com a equipe do Instituto que as crianças nunca tinham ido ao cinema. Não tivemos dúvida: subimos a Serra munidos de telão, datashow e um bom filme de animação. Foi um sucesso. Com direito a pipoca e tudo!

sexta-feira, 11 de março de 2011

O papel da Literatura na reconstrução da Serra



Ao ver mais uma remessa de livros chegando na Escola Municipal Maria Guedes, as professoras deram depoimentos sobre a importância dos livros, da Literatura na reconstrução de Teresópolis e como a arte pode auxiliar no cotidiano das crianças pós-tragédia. Dois meses passaram e ainda há muito o que fazer. De 18 escolas da Zona Rural de Teresópolis, apenas seis  estão funcionando. Uma das nossas frentes é auxiliar na reconstrução das bibliotecas dessas escolas e mobilizar a sociedade civil para colaborar com doações de kits escolares para as crianças poderem voltar às aulas. 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ler é Abraçar! Livros chegando na zona rural de Teresópolis

Além do trabalho desenvolvido nos abrigos da Teresópolis, o Instituto Ler é Abraçar traçou uma nova ação: reconstruir a biblioteca de escolas da zona rural de Teresópolis, que foram duramente afetadas pelas chuvas de janeiro. Para começar, a equipe do Instituto subiu a serra e levou 100 livros para as crianças da escola Maria Guedes. Confira o vídeo e o papo com as crianças!


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Arte é para chegar

Hoje, 12 de fevereiro, faz 1 mês que a região serrana do Rio de Janeiro sofreu a maior tragédia já vivida no Brasil. As chuvas fortes desencadearam o deslizamento de muitos morros e a enchente dos rios assumiu ferocidade nunca antes vista.
O Instituto Ler é Abraçar mobilizado com a tragédia e com a dor de tantas perdas, está há 3 semanas atendendo às crianças que estão nos abrigos de Teresópolis e Petrópolis. Levando histórias, narrativas, literatura infanto-juvenil, afeto e ludicidade para que enriqueçam sua capacidade de reconstrução.
Apostamos que a Arte é para chegar e contribuir.

As crianças pegaram a máquina e filmaram umas às outras.
Um dos takes filmados é esse depoimento sobre a aflição
vivida naquela noite.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A ajuda está ao lado

Açougue que doa carnes
para o abrigo vizinho
A Região Serrana teve arrecadação recorde de donativos. Caminhões do Brasil inteiro chegaram nas área atingidas, atendendo às necessidades urgentes da população. Comidas não perecíveis não faltam no estoque dos abrigos que visitamos. Em Teresópolis, no ginásio Pedrão, é possível ver que ainda há grande quantidade de alimentos e agasalhos para serem distribuídos. Mas quem convive no dia-a-dia dos abrigos, vê uma realidade difícil de administrar. A saturação da alimentação repetitiva, em um cardápio pouco variado que fica sempre entre feijão e arroz, macarrão e enlatados é evidente. Após um mês da tragédia, percebe-se a necessidade urgente de atender a variação dos alimentos para quem não tem ainda perspectiva de novo local de moradia.
Mantimentos estocados nos abrigos
Em um abrigo no centro da cidade de Teresópolis estão alocados 57 pessoas, entre crianças e adultos. O vizinho é um açougue. O dono chama-se Henrique. É ele quem tem doado quilos de carnes para ajudar a fortalecer a alimentação das famílias. "Sei que é muito pouco, mas é o que dá pra fazer. Mando toucinho, mando pedaços de carnes, porque é triste demais ver as pessoas assim, nesses condições", conta o açougueiro. A parceria do abrigo e do açougue tem dado certo. Raquel, a coordenadora do abrigo, nos conta emocionada que "o senhor Henrique tem sido um anjo para nós. Se compramos 10 quilos de carne, ele dobra o que compramos, para nos ajudar". E essa parceria é pra todos que quiserem ajudar o abrigo. Ele faz preço de custo, para quem quiser doar. O Instituto Ler é Abraçar foi conhecer o açougue e também entrou na parceria com o fundo que muitos colaboradores doaram.  

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Kit escolar para as crianças da Serra

Distribuição do kit escolar 
Teresópolis foi nosso campo de trabalho ontem. Em um dos abrigos que visitamos, a coordenadora de lá nos contou que as crianças voltarão às aulas na próxima semana e que ainda não tinham material escolar para começar. Material básico: caderno, caneta, lápis, estojo, borracha, apontador, tesourinha, cola. Durante a Campanha Ler é Abraçar, nosso pedido foi de livros infanto-juvenis, canetinhas e papéis. Mas algumas pessoas nos procuraram para ajudar com valor em espécie, para comprar o que fosse necessário. 
Lápis, borracha, cadernos, canetas....
E foi necessário! Ontem saímos pela cidade e compramos 10 kits escolares para as crianças. E já estamos nos organizando para podermos complementar os kits e adquirir mais para outros abrigos. Por isso a nossa campanha não para! Estamos com trabalho em andamento em Petrópolis e Teresópolis e vendo que temos um campo enorme de trabalho por todo o ano. 



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ler é Abraçar e Suba a Serra Brincando

Rona (Ler é Abraçar) e Carrano (UFF)
em Teresópolis, conferindo os abrigos
Organizações preocupadas com a continuidade das ajudas às vítimas das chuvas da região serrana do Rio de Janeiro, começam a atuar numa solidariedade agora com doação de tempo e serviços.
Depois da ida à Teresópolis em conjunto com um dos integrantes da campanha Suba a Serra Brincando - recreação voluntária na região serrana - o Instituto Ler é Abraçar compromete-se em sua e outras campanhas a oferecer o que sabe fazer de melhor: contribuir com leituras e diálogo responsável, ético e estético, para ampliar o universo das crianças.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ler é Abraçar - Teresópolis

crédito: Rona Hanning
Ontem subimos para Teresópolis com o pessoal do Suba a Serra Brincando e fomos visitar os abrigos que serão atendidos pela campanha. São 39 abrigos e muita coisa a ser feita. Rona Hanning, uma das diretoras do Ler é Abraçar, falou sobre a sua ida à cidade. Confira o primeiro post:

"A subida da serra parecia calma, apesar do pare e siga e do calor infernal que abateu o Rio de Janeiro ontem, a paisagem verde contrastando com o azul do céu e algumas nuvens brancas, mantinham os olhos fixos na beleza natural. Tão linda e devastadora a tal beleza! Difícil imaginar...
A causa era nobre, estar atuando com o espírito solidário e cidadão que já tinha visto em tantas reportagens, e que ainda não tinha participado. Uma catastrofe há menos de 2 horas da cidade onde moro e a minha ação presente para tentar ajudar de alguma maneira aos sobreviventes daquela tragédia.
Crianças organizando as doações em um dos abrigos
Passamos pela pedra do Dedo de Deus e a constatação de que estávamos mesmo chegando à Teresópolis.
A entrada na cidade atestava uma certa sorte aleatória, de tantas casas que ali estavam sem terem sofrido nenhum abalo.
Chegamos ao Pedrão, ginásio responsável pela coleta das doações daquela região. Uma infinidade de roupas lotavam a parte interna do ginásio. Do lado de fora, pouca gente para muito trabalho, já menos água e a comida acumulava-se em uma alimentação que seria daqui em diante bastante repetitiva.
A presença da solidariedade das pessoas como marca mais do que incontestável.
A ausência do poder público responsável também como marca mais do que incontestável.
A presença das igrejas como força humanitária incontestável."


As fotos do Instituto Ler é Abraçar estão disponíveis no Album Picasa.
Outros canais: Blog, Twitter, Facebook e Email.